terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ruínas de São Francisco

Ao que dizem, as primeiras construções de Curitiba foram onde hoje é a Praça Tiradentes (depois posto sobre o trecho de calçada original) e na região do Largo da Ordem (Igreja da Ordem, Casa Romário Martins e as Ruínas de São Francisco - melhor explicitarei). Isso em meados do século 18.


As Ruínas de São Francisco são o que deveria ser a Igreja de São Francisco de Paula.
Ao que tudo indica, a construção seria a parte frontal da remanscente Igreja.
Nunca foi terminada porque as pedras que seriam utilizadas nela, foram destinadas ao término da Igreja Matriz.




Há algum tempo cercaram o local pra melhor preservação do local.


Há uma lenda que cerca o local. Dizem que o pirata Zulmiro teria enterrado um tesouro valiosíssimo no local, e que após sua morte ele "assombrava" quem por ali aparecesse. 


Há boatos também de túneis subterrâneos, os quais ligaram as ruínas a outros pontos da cidade.




No local há um auditório aberto com capacidade de 250 pessoas, onde acontecem danças, teatros e afins.




segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Galeria de Luz

Uma sequência de arcos na rua XV ilumina as noites pré natalinas na cidade.
Criação do italiano Valerio Festi, a galeria possui mais de 50 mil lâmpadas coloridas.
Há também, mas só em determinados dias o Desfile de Luz, com bailarinos e malabaristas. O desfile em si ainda não cheguei a ver, mas a Galeria está fantástica!
Programação



Palácio Avenida

Antiga salsicharia e ponto de encontro de estudantes, o prédio de 1984 foi demolido, sendo construído o atual Palácio Avenida.
Projeto de Valentim Freitas, Bernardino Assumpção e Bertolo Bergonse, foi construído por Feres Merhy, imigrante sírio-libanês e comerciante na capital.
O prédio de 1929 tem cerca de 18 mil metros quadrados já abrigou o Cine Avenida (dos primeiros cinemas do Paraná) além de grandes cafés.
Na década de 80, encontrava-se bem degradado, passando por uma reforma e sendo reaberto em 1991 como sede do antigo Bamerindus.
Atualmente é a principal agência do HSBC de Curitiba e ainda funciona o Teatro Avenida, com capacidade para 250 expectadores.
Acontece, desde 1991, o coral de Natal, com crianças interpretando canções típicas.
Um espetáculo a parte é a iluminação do local, e agora conta com alguns bailarinos também.
São mais de 160 vozes infantis iluminando as noites curitibanas no fim do mês de novembro e inicio de dezembro.
O HSBC tá com um site bem banca com bastante informações, inclusive a programação do coral Clique aqui pra conferir!

Esse ano fiz um vídeo de uma das músicas, claro que super amador, mas quem quiser ter uma palhinha, vale a pena ver aqui. E segue abaixo algumas fotos que tirei do espetáculo.





Rua XV de Novembro



Segundo a história, na época em que Curitiba foi declarada capital da então Província do Paraná (1854), já existia a rua, porém somente com 3 quadras.
Época essa em que a iluminação da cidade ainda era feita com lampiões alimentados com óleo de peixe.



Era chamada de Rua das flores devido às casinhas de madeira com jardins que haviam no local, tendo seu nome alterado para rua da Imperatriz em 1880 com a visita de Dom Pedro II e a Imperatriz Thereza Christina.
Já em 1889, com a proclamação da República do Brasil (com a ação do Marechal Deodoro da Fonseca e os republicanos), foi destituída a monarquia no Brasil e alteraram o nome para Rua XV de novembro.
Em 1910, a rua foi pavimentada com paralelepípedos e os bondes puxados por mulas foram trocados por bondes de tração elétrica trazidos da França.
Em 1971, a rua foi fechada para veículos, tornando-se o primeiro calçadão do Brasil.
Já abrigou alfaiatarias, lojas de jóias, confeitarias, cafés, entre outros no passado.
Hoje é basicamente uma rua de um comércio mais popular, com todo o tipo de lojas, como se fosse um shopping a céu aberto rs.
Não tem como não se apaixonar pela peculiaridade da XV. Todo o clima dela me dá nostalgia e eu amo isso!
O modelo dos postes, os prédios antigos e até mesmo os paralelepípedos gritam história! Me perco imaginando quantas pessoas já passaram por aquele trecho, quantas histórias aquelas paredes já presenciaram...Isso me enche a alma!





Quase em frente ao Palácio Avenida há o Bondinho da Leitura, espaço com livros, e assentos.
Já foi creche, Ponto de informações turísticas, permaneceu fechado por cerca de 2 anos e foi reaberto como espaço pra leitura em 2010.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Curitiba!

Começando a falar da capital paranaense, não tem como não falar primeiro das 4 estações em um dia.
Definitivamente não tem como sair sem levar ao menos uma jaqueta nesse lugar! rs
É uma cidade bonita, limpa, bem arborizada e exemplo na coleta de lixo reciclável. Prática, completa e cinza na maioria dos dias. Com muitas histórias, construções antiguíssimas e preservação de patrimônio cultural e histórico.
De origem indígena, Curi significa "pinheiro (do Paraná)" e Tiba "lugar onde", nome justificado devido à quantidade de araucárias na região.
Uma vez me disseram que é uma cidade muito "ame-a ou deixe-a" e eu concordo plenamente!
Estou desde abril deste ano aqui e ainda não consegui me sentir em casa. Acredito que pelo fato de ser interiorana e ser acostumada com pessoas mais calorosas. Acredito que o fato de ter sido colonizada basicamente por ucranianos e poloneses, juntamente com o clima mais frio, faz com que as pessoas sejam mais reservadas.
Sim, vamos ao que interessa! Lugares a serem conhecidos:




Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Luz








Começando por ela por ser o marco zero da cidade.
Essa edificação teve sua construção iniciada em 1876, terminada 17 anos depois em 1893.
Substituiu a obra antiga de meados de 1693 que estava com sérias rachaduras.
Ao completar 100 anos, a Igreja foi denominada a Basílica Menor e carrega o nome de Nossa Senhora da Luz por ser a padroeira da capital.
Construída em estilo neogótico e baseada na Catedral da Sé de Barcelona, a Matriz teve seus vitrais doados por famílias curitibanas, o púlpito e demais móveis são imbuia esculpida em alto relevo.
Projeto do arquiteto francês Afonse de Plas, a Catedral conta ainda com pinturas internas da abóboda realizadas por artistas italianos como Carlos Garbaccio e Anacleto Garbaccio.
Atualmente está em reforma e o término está previsto pra dezembro de 2012.
Já ouvi órgão em uma das minhas visitas à ela, mas não sei se realmente possui, vou confimar e posto pra vocês!

ps.1 Algumas são fotos minhas, outras retiradas da internet.
ps.2 Vou postando aos poucos os lugares pra não ficar cansativo.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Um pouco de História... Paraná


Terra das Araucárias e da Gralha azul.

Inspirada em Domenico De Masi, fazendo meu ócio mais criativo resolvi passar um pouco de história aqui...
Acredito que pra poder começar a passar informações de cidades, pontos turísticos e afins é necessário entender o inicio.
Falemos do Paraná, uma vez que o Brasil é muito grande e multicultural pra explicitar no geral.
Região inicialmente habitada por índios caingangues do grupo jê (índios que habitavam uma grande parte do país, esses eram antigamente chamados pelo "clã" tupi de tapuias, que significa inimigo - eram chamados assim por terem idioma diferente) e carijós do grupo tupi  (habitavam uma estreita faixa em praticamente todo o litoral brasileiro. Pela similaridade de cultura com os guaranis, que habitavam mais o sul e sudeste do país, usou-se chamar  de tupi-guarani).
Na época da colonização Portuguesa no Brasil (+- 1576), uma grande parte do estado foi a princípio colonizada pelos jesuítas (Espanha), que haviam denominado a região de "Provincia Real del Guaira".
No século 17, bandeirantes paulistas escravizavam índios livres (interior do estado) nas suas expedições em busca de minérios como ouro e prata (litoral). A atividade foi tão intensa que em 1629 já haviam tomado praticamente todo o território. 
O povoamento iniciou devido à descoberta de minério de ouro, perdendo importância com a descoberta de Minas Gerais. Assim começou a criação de gado.
Em 1648 foi criada a Vila de Paranaguá, região mais importante paranaense até o inicio da atividade dos tropeiros (viajantes que levavam tropas de animais do Rio Grande do Sul para São Paulo e Minas Gerais), que trouxeram desenvolvimento para a região de Curitiba (pois o caminho realizade por eles passava por essa regiao), desligando-a do ciclo litorâneo e fazendo ligação com norte, sul e oeste do estado, aumentando assim sua importância.
No século 18 os negros já eram superiores ao número de indios na região.
Já em 1820, o lado oeste do território paranaense passou a pertencer à coroa de Portugal, sendo comarca (de Curitiba) do estado de São Paulo. 
Os fazendeiros tomaram conta das terras no século 19, a erva-mate era o produto difundido no estado. Com a economia mais engrenada, começaram a construção das ferrovias ligando a região próximo ao litoral à São Paulo. 
Também nesse século teve inicio a atividade pastoril no estado devido ao Tratado de Madri, que dividia essas terras entre Portugal e Espanha.
A imigração de italianos, ucranianos, alemães e poloneses aconteceu em 1850, expandindo a economia e fazendo o Paraná estado em 1853. Trouxeram uma real colonização, adotando aqui como sua terra, sem caráter extrativista e evasivo como os portugueses. Trabalharam basicamente na agricultura e cultura de animais, também foram importantes trabalhadores na construção das estradas de ferro paranaenses.
Então vem o ciclo do café com lavradores mineiros, paulistas e nova leva de imigrantes.
Em 1927, Lord Lovat adquiriu cerca de 500 mil alqueires e assim foi feita a colonização da região de Londrina juntamente com a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná e Companhia ferroviária. 
Basicamente o Paraná é uma misgenação muito grande e um estado com história e falta de uma cultura uniforme. Falo isso sendo paranaense inegável e gostando muito do estado.
E você do Brasil afora NUNCA confunda Paraná com Curitiba! Por favor! Sou interiorana e atualmente moro na capital e te asseguro, não tem nada a ver! Nós NÃO SOMOS EUROPEUS como muitos curitibanos acham! Explico melhor no próximo post, sobre a capital do Paraná!



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

O curso de Turismo

Quando decidi que esse seria meu (primeiro) curso de graduação, senti muita dificuldade em não conhecer muitas pessoas que pudessem me passar a essência do curso e informações sobre.
Vinda de família humilde, só conseguiria fazer o curso em faculdade não paga, a mais perto seria a UFPR, em Curitiba. Na época namorava um rapaz daqui e não quis me mudar justamente por isso. Minha única saída era a particular. Estudei e consegui meia bolsa no ProUni na Faculdade Nobel em Maringá. No fim do primeiro ano, a PUC comprou a Instituição Faculdade Nobel e me tornei uma ''filha da PUC" por tabela.
Começamos em 15 alunos, nos formamos em 4. No primeiro mês já ficamos somente em 7.
Geralmente as pessoas tem uma visão (muito) errada desse curso. "Então você vai ser turista?", "Ah você gosta muito de viajar então!"
Não! A princípio, sou TURISMÓLOGA! Essa má informação (ideia, interpretação) eu acredito que seja por conta do turismo como ciência ser extremamente recente ( iniciada em torno dos anos 70) apesar de ser uma das atividades mais antigas.
O fato é que mudou a minha vida e também minha personalidade.

Me fez ver como o mundo é grande e pequeno ao mesmo tempo. Como eventos são muito mais complicados e mais cheios de detalhes do que se pode imaginar, mas que são extramamente gratificantes. Ver como são inúmeras as possibilidades e como é bom poder sempre aprender algo novo, uma nova história, uma nova sensação, um novo sabor...Me ensinou a sempre buscar mais, por saber que há sempre muito mais do que você pode imaginar. Olhar em frente, buscar novos horizontes, viver mais, aproveitar mais o melhor de cada momento, cada pessoa e de cada lugar. Aprendi a sempre pensar nos outros, a ter empatia, a saber conversar, a ser simpática e agradável...
Fixei a ideia de pensar sempre nas minhas atitudes, pois sou eu quem escrevo minha história e tenho sempre de pensar em como vou ver isso no futuro. Esse espírito de liberdade, busca, querer sempre mais e melhor, de crescer, saber, aprender, ser e estar. 
Pude contar com pessoas como a Claudia Bellanda Pegini, Giovana Marques Fontes, Jerry Geraldo Cadamuro Nunes, Ana Carolina Vilela, Cleumary Solleti, entre outros, que serão sempre uma fonte de inspiração de vida pra mim. Fora meus companheiros de percurso Julliana Mercado, Leandro Jorge da Silva e Débora Quasne.
O turismo me ensinou a viver! Hoje eu tenho certeza de que fiz a escolha certa na minha faculdade, não teria como ser feliz fazendo outra coisa que não isso! Encontrei muitos que tentaram me desanimar, muitos que não acreditavam no meu curso e tantos de nós se perderam no meio do caminho, mas uma coisa que não há como negar e como esconder, é a alma de turismóloga que eu carrego. 

Benvenuto!

Como tudo tem um início, um meio e um fim sinto a obrigação de fazer uma apresentação aqui.
Isabela Bernardes Peripolli (o correto do sobrenome seria Bernardi, erro de cartório), 22 anos até o dia 19 de maio de 2012, taurina com ascendente em câncer, nascida em Querência do Norte, cidadezinha de 15 mil hab +- no extremo noroeste do Paraná, que saiu de casa aos 17 a fim de realizar um sonho, a faculdade de turismo. Nesses 4 anos e meio que morei em Maringá me apaixonei novamente pela minha área de formação e por vinhos.
Os posts desses blogs terão o caráter de expressar minhas paixões.

I really hope that you appreciate this!